quarta-feira, 19 de agosto de 2009

tum... tum...


*...ai Deus, esqueci o que ia falar
- Beijos
*não, não foi isso
- ah, te dollu
*mentira, to ficando com amnésia!?
- vamos pro shopping?
*droga, não aceite, nem era isso que ia falar!
- ah, lembrei: você é muito especial!
*Ops, você já sabe, né?
- eu quero que nunca se esqueça da nossa amizade!
*ah, não... se você me esquecer juro que não te esqueço
- lembrei, lembrei...
*roubaram meu pensamento e eu já to me irritando.
- um, dói, três, tic tac
*Oh não!
- ah, sua amizade é uma droga e você sabe!?
*Mas calma, eu explico:
- é pelo fato de ter me viciado na sua amizade, e não conseguir viver sem ela!
*Mas nem se ache, porque não te dou IBOP!
- Agora lembrei...
*Por favor, não cortem meu raciocínio outra vez, Silêncio, plis plis...
- Eu só queria te lembrar que ficarei esperando pela caneta verde, e quero que nossa amizade seja eterna, ok?
*Em fim lembrei!

(casos de amnésia)

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Por que deixar de ter pra ser?



Ter é bom.
Ser é bem melhor.

Mas porque se apegar ao ter?

Ele vai e vem, ou não volta mais, diferentemente do ser, que vai, vai longe, mira o infinito e registras marcas. Quantos são sem ter?

Quantos tem sem ser?

O ter as vezes não tras felicidade, apesar de deixar vontades.

O ter é bom na medida do necessário.

Não se ligar a matéria é ser.

É viver sem perceber a falta do ter.

O ser as vezes fala mais alto do que o ter.

De que vale ter, e não ser?

O ter faz falta, mas o ser compensa toda a eternidade.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Um por dois

Eu quero mais é viver...
Acordar com o dia sorrindo pra mim,
Me deparar com um belo jardim,
E cantar poesias de amor...
É, sou eu,
Sou uma sonhadora,
Uma arte pra criar,
Pra sorrir e não chorar,
Por que a vida é assim!?

terça-feira, 14 de julho de 2009

"Eu e meus botões..."


Em plena conversa, algo me chamou atenção: - eu e meus botões... É quando não se tem desabafo mental, é quando não tem com quem realmente conversar; reclamar; jogar conversa fora. Se fita em meus olhos, agora, que a realidade é mais cruel, do que se pensa. Ter casa pra limpar, organizar; comida pra fazer; pratos pra lavar; TV pra assistir; compras a fazer; filhos para criar; trabalho pra aturar; marido pra falar de mais e fazer coisas quando se tem vontade; ônibus cheio pra pegar; trânsito exaustante; bicos pra render; escola pra pagar; milhares de coisas pra cumprir na maioria das vezes com fita na boca, sapo pra engolir, sem reclamar. Bem, esta é a vida de grandes mulheres! A mulher faz tudo e se reclama de um grão de areia, é chata, preguiçosa. Por isso é possível se ouvir: - eu e meus botões. A mulher conversa consigo mesma, seja em frente a boca de um fogão, guardando compras, na rotina de casa ao trabalho, na rua ou em casa. Ainda há aqueles que dizem: - vai entender as mulheres. Ah, as mulheres são simplesmente mulheres. Elas são mães, de criação, de amor, elas dão luz a vida, elas batalham, conseguem um objetivo pelo que lutaram, elas podem sangrar e continuam dizendo que está tudo bem, se estão tristinhas houve angústias extremas. Por mais estranho que possa parecer, elas conseguem camuflar seus sentimentos. Sentimentais, delicadas, enraivadas, choronas, duronas, motorista, caladas, tagarelas, aventureiras, preguiçosa, cansadas, agitada, felizes, chefes, dispostas, inteligentes, atrapalhadas, estranhas, loucas, espertas, quieta, radical, cantora, escritora, atriz, maquiadoras, faxineiras, trabalhadeiras, telespectadoras, cozinheiras, vaidosas, religiosas, desleixada, risonha, naturais, guerreira, besta, sensacional... Assim como qualquer ser humano, cada mulher tem seu valor, apesar daquelas que não merecem a alma de uma mulher e não sabem se valorizar. Ah, pode confessar, a cada momento, você mulher, como eu que estou a amadurecer, encontra um pouco de cada mulher em si. Toda feminina tem um pouco de tudo em si só, não adianta correr para fora do labirinto da vida. Mulher é mulher e deve saber se colocar pra não estragar seu própio orgulho. Ser mulher!