terça-feira, 19 de julho de 2011

Trajetória sinfônica

É interessante quando alguém olha para você na rua.
É legal ter um bate papo gostoso com alguém.
É muito gratificante ser lembrado ao menos para dizer: Como vai você?
Mas é muito bom ver na prática a frase: Você faz a diferença!
É confortante um abraço, um gesto fraterno, uma palavra.
É marcante quando alguém olha no fundo dos seus olhos e diz: Obrigada por existir!
É motivo de viver olhar para os lados e perceber que alguém preocupado com você, sofreria muito mais com a sua ausência.
Agrados, tropeços, lágrimas, sorrisos, momentos compartilhados são todos únicos.
Fazer parte da vida de alguém pode ser fácil... O simples rapaz no ponto de ônibus pode chamar sua atenção por minutos e cravar lembranças em você, a pessoa irritante, o professor, o carteiro, tantas pessoas nos vêem e vemos sem se dar conta de quantas faces diferentes olhamos a cada dia. Todos nos fazem e nós fazemos parte.
Mas o que realmente é fazer parte? Não é o mesmo que se preocupar e sentir outrem.
É importante sentir o outro, entender.
Tarefas difíceis e tão simples para conviver.
Nessa reciprocidade laços podem não mais romper.
É seguro você se olhar e dizer: Eu tenho um amigo, aquele amigo (a), que até distante não estaremos em desconexo.
Amizade é trajetória sinfônica, não é ser apenas amoleto da sorte.
Ser amigo mesmo é virtude preciosa.
Olhar palavras, fotos, traços; ouvir músicas, voz; sentir o perfume; são registros confidenciais dignos de um grande confidente que ao lembrar faíscas tais, deixa brotar lágrima de alegria, sorrisos, de um nunca esquecerei você.
Feliz viver para ser.

(Michele F. S. C.)


FELIZ DIA DOS AMIGOS!

quarta-feira, 29 de junho de 2011

blá blá blá, la la la, tchu tchu ru ru ru ru..

É tanta coisa dita,
Teorias, siglas,
Coisas que ninguém viu,
Só está no papel e é assim que se faz.
Um fio, por este estou
Sem saber tenho que ser
Digo não ao que quero,
Sim ao padrão por quê?
Para não perder a pose?
Hipocrisia é o aperitivo dos dias
Me interessa agora,
Eu mesma, e ideais.
Se alguém for de encontro, saiba escolher o caminho,
A favor da liberdade, sem pressa para aproveitar.
Cada detalhe é pouco, compactado,
Deste mundo, mínimo, grotescamente distinto.

sábado, 18 de junho de 2011

Fingir não ver.

  O que somos, o que fazemos conosco, com o outro? O que pensamos? Eu não sei, ninguém sabe e tudo continua se agravando. As notícias catastróficas vivem caçando evolução, e cada dia é mais um absurdo para guardar na história.
  O mundo esta cada vez mais distorcido, e quem esta do seu lado a qualquer momento pode te atingir. Ninguém é de ninguém, estamos entregue ao mundo e quem puder que se esconda debaixo do tapete.
  A lei de Talião prevalece para o ofendido e quem ofende, às vezes, é liberto pela morte não tão sofrida. Aquele que sofre também precisa de cuidados, afinal amanhã ou depois este pode ser o revoltado que tornara normal todos os desastres.
  Agir diferente é preciso. Alguém ainda lembra o que é cidadania? É fingir não ver? Conceitos. Parando pra pensar, até nossas casas virarão prisões. É o medo? Ameaço e me ameaço.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Nova mudança

  No espaço a cabeça fica rodando e tudo passa muito rápido, sendo possível ver apenas alguns trechos falhados e raramente nítidos. Fotos, letras, canções que trepidão e guardam passados. Territórios com adaptações propicias ao tempo que configuram o homem aos poucos. Contagia, mistura.
  Dá saudade da primeira sobremesa francesa que você fez pela primeira vez e que a partir da segunda, já não é mais a mesma. A grama que se fazia tapete de boas vindas em frente a sua casa, o muro que não existia, o concreto que não sufocava.
  E o tempo se torna curto digno de uma rotina mecanizada onde ninguém vira o rosto pra dizer "Oi". As pessoas não são as mesmas, maturidade, trauma, produto, mídia invadem. Numa atmosfera distante caio por terra e tento esquecer da mesma forma que me lembro, que respiro sem conseguir sentir o cheiro real de cada partícula do universo.
  Il est intéressant de regarder le monde et réparation de l'homme changement.