quinta-feira, 30 de maio de 2013

Sonhos soltos

Meu sonho, um dia, não é ser feliz para sempre.
Pode parecer meio louco, mas meu sonho é sempre novo, diferente e um enigma para a minha própria pessoa.
Meu sonho é a busca e a conquista.
Não quero que todo mundo saiba que um dia existi, quero construir histórias no mundo, na vida de alguém, com alguém.
Quero escrever coisas que em algum dia no mundo tenham um significado importante para alguém.
Sei lá de onde vim, por que estou aqui, nem muito menos o que virá.
Já pensei tanta coisa e continuo em pensamento.
Tenho tudo, tudo que me mantém viva, e ao mesmo tempo nada posso ter.
Até onde? Desvendarei.
Eu também não tenho lugar, tenho um nome, vontade de descobrir, vontade de viajar sem rumo com apenas um kit de primeiros socorros, uma câmera, uma caderneta e um estojo com canetas lápis e borrachas.
Fome? Abrigo? Telefone? Uma boa conversa resolve.
Meu sonho, um dia, é entender o que é um mundo melhor e tê-lo.
Enquanto isso... Vou modelando os artefatos que me foram dados.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Se tento, atento o ser momentâneo de ter²

Desvendo, reinvento.
Triste eu, feliz dom meu.
Ânimos, pele, flor...
Calibre do timbre aguçado por existir.
Vivo, sinto...
A toalha lhe esquenta, sabor.
Despir, voluptuoso a harmonia do ser;
Em súplica de gestos de afeto, de ser dois;
Ou pedido frio de liberdade, apenas um;
Quantas fases...
Rosto gelado, corpo ao vento;
Digno a mim.
Sem saber só ao agir;
Escrevo-me a ti, desenho, ar discos;
Como se palavras bastassem;
Imagino imagens tipográficas;
Sentidos, delírios...
Concretos para fazer o olhar de outrém entender;
O meu eu existir articulador.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Lei na linha do trem

Tem muita coisa fora da lei,
Tem muita coisa fora da linha.
Quando estava tudo na ordem chegou o quase e perguntou:
- Pra quê ordem?
Desordem... quando é que tudo vai acontecer como o "eu" achou que deveria ser?
Está nos trilhos, a gente que finge não ver o trem.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Expor

Arrisco um disco para riscar qualquer cisco que se arrisque por existir.
Arrisco um risco sem medo,
Arranho um risco por não ser rico na ousadia do abismo.
Arranco um riso querendo um visgo,
Arranha-céus...
Como a doce solidão que rasga o céu cristalizado,
Não há rabisco nem programação das constelações a rimar,
É só vontade.
Arrisco querendo um riso,
Todos os discos,
De um visgo saboroso ,
E nada mais.
Ê solidão de arriscar,
Nada risco, só digo,
Observo os traços,
E volto para o abismo,
Que o arrisco prometeu ensinar.