sábado, 26 de setembro de 2009

É só querer...


Eu estou caminhando e não quero levar nada nas mãos, só quero minhas roupas do corpo e possa ser que algo a mais. Não quero uma trilha, nem um mapa, eu quero deixar minha vontade me guiar, eu quero fazer o meu próprio caminho, só não quero pisar em espinhos. Eu não quero levar saudade, porque ela me faz sorrir, pede o quero mais, ela só faz chorar por querer bis, imaginando que a vida fosse cheia de risos seria um circo sem nada pra tentar lutar, eu quero é lembranças, fotos e tudo mais, lembrar de uma vitória, de choros e despedidas, de quando eu cair e de como eu conseguir levantar. Na verdade não sei o que quero e posso levar pra me acompanhar. Possa ser que eu queira somente um mente forte. Eu não quero me sentir fraca, eu quero acreditar que sou a pessoa mais forte do mundo para que eu possa ter garra pra construir o meu próprio caminho, com o meu gosto, com a minha cara. Mas nem tudo é como eu quero, nem tudo pode ser perfeito, assim diz a música cantada por Capital Inicial, porém eu posso fazer o meu perfeito, eu posso fazer o meu capenga, a minha trajetória dês de que eu esteja com vontade. Eu agradeço a todos que confiam em mim, em todos que me consideram uma princesa, mas eu sou um ser como qualquer outro, e só tenho a agradecer pela confiança depositada em mim. Para mim me basta um lápis, caneta, hidrocor, lápis de cor, tinta, corante, papel, cordas, papelão, encarte, até mesmo um vazio para completar, para colocar amor, felicidade, tudo que eu imaginar e não conseguir falar, para compor e reproduzir. Nesta jornada só não quero que me roubem as palavras. Na verdade eu só quero agradar o meu ser, ter meu mundinho para decorar.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009



Ai que saudade d'ocê!

Saudade a gente mata, mas não significa deixá-la morrer, é só alimentar vivendo a saudade, pedido bis!
Lembrei de você, tentei evitar, mas não pude esconder;
Quis escrever, mas as palavras sumiram e o papel deslizou da minha mão;
Não me restou alternativa a não ser achar que a saudade é inexplicável;
Só se mata com o amável e não tem remédio pra curar.
Alias se curar, ela deixa de existir!

Silêncio!

Cala-te e veja através da alma!

Ela vai e volta!

Não a deixe morrer!

Não se sinta ao sofrer!

Não morra com ela!

Siga carregando-a até na ponta do pé!

Só não a esqueça em um canto qualquer!

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saudade só de você!

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Fico ou sigo?

Gostaria de guardar seu primeiro olhar cruzado com o meu
Foi um breve instante, mas ficará marcado para sempre em mim

E mesmo que você venha e diga adeus estarei a te guiar

Pois nós dois sabemos que esse adeus é só uma proteção

Porém não posso me acorrentar aos seus passos

Se nossos caminhos são distintos, não há o que fazer

Irei me deparar com milhares de tempestades

Tempestades de sentimentos que me farão sofrer, mas também aprender a viver sem você

Estabelecerei novos dilemas para consertar tropeços e retirar suas marcas que precisam se desprender da minha alma

Sei que o sol brilhará novamente para mim, nada é eterno e isso também passará

Não entendo o complexo do desgaste, mas chegou a hora de não olhar pra trás

É um paradoxo quase perfeito, passado e futuro andando em sintonia em meus pensamentos

Mas agora as cartas da mesa estão embaralhadas e faltam peças para um contra strike

Não é mais uma questão de sorte; não existe sorte entre jogadores, apenas paciência e determinação

Levanto-me da mesa, protesto como nunca, por agir desta maneira e em fim desisto de continuar porque novos jogos me esperam e eu não quero semear.


Escrito à quatro mãos em plena madrugada

...


terça-feira, 25 de agosto de 2009

Porquê?

Porquê é errado?
Porquê chorar?
Porquê sorrir?
Porquê revoltar, sumir?
O errado é deslizes, sair da correção, andar em estranha direção;
A lágrima cai por falta do riso, e por motivo afinal tudo tem motivo;
Sumir pra não ver, não encarar o real, viver a se esconder, mentir pra si;
Levantar pra falar, ou mostrar com um olhar, talvez apenas um silêncio, sei lá;
Não querer o não, nunca, nem o jamais;
Porquê? Porquê? Porquê?
Ficam sempre as perguntas sobre a crueldade do mundo popular;
Respostas só fazem sumir, quando precisamos parar de parar;
Os sorrisos desviados, o sentido vazio
Volta e meia, não, não é preciso anunciar o não
Então cadê as explicações e as certezas?
Guardaram em algum baú esquecido na Pré-História!?