quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

O segundo número par de 2014 no samba.

Samba no pé,
Poeira que vem, lilás...
No meio a correr e a voltar.
Dançar... Reencontro.
Dançar para deixar.
Aperto de mão, vamos lá...
Vou me abaixar.
Vamos voltar,
Roda, roda, roda,
Bate palma e se vai.
Volta como quem não quer ir,
Se despede como quem quer que fique...
E fica.
Faz cantar, promete rimas e encenar.
Rios, confronto engraçado, pausa, chamado e despedidas.
Até logo, logo mais.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Transição

Estou em transe, em um transe profundo que jamais poderia imaginar.
Passaram anos e anos, mais de 7.300 borboletas nasceram e morreram.

Muita coisa mudou e vai mudar,
Inexplicavelmente e em busca de muita explicação.

Cada passo é um passo como as águas do mar, hora lentas, hora agitadas.
Olhei o infinito, tentei enxergar e tudo que vi foi um redemoinho,
O mundo é redondo.

Ciclos e ciclos completam a trajetória de uma vida construída a base de muitas observações.
No meio de tudo isso ainda há muita dúvida em busca de uma decisão.
Duas mãos querem quatro, querem passear pelo mundo, mas estar sempre aqui, presente.
Escolhas.


domingo, 8 de dezembro de 2013

Cravo escravo

Ainda que libertos, somos escravos!
Escravos de um sistema, até ser ousado.

Voltamos para casa em ônibus lotados feito escravos,
Somos escravos do trabalho,
Cravados em uma cadeira, presos em telas,
Mesmo quando pensamos que não, somos escravos.

Somos escravos quando aceitamos o que nos oferecem sem mudar nem questionar,
Tem alguém que tem poder, e ainda sim é escravo.
A escravidão é um sistema racional e bruto.

Até o cravo é brabo, até o cravo doí,
Porque o que encrava para, e incomoda até o grito pedir socorro!
A Liberdade vem no último instante, e ainda bem que vem, pra dizer que fomos escravos e agora queremos mudar.

domingo, 24 de novembro de 2013

Meses

Outros outubros foram outonos vibrantes, marcantes e sensatos;
Esses outubros são reflexivos,                                                   
A espera do novo, do novembro que vem.                                

Quando lembro dos tempos, das fotos, de cada loucura... 
É hora de reformular;                                                       
Dez anos,                                                                        
Muito mais que isso foram as estações;                            
Dezembros esperam!                                                       
Não! Dezembros querem membros que dizem, que façam!

Cada loucura será nova;                                                                   
Outros serão outros, nove serão mais que onze e dez mais que doze.

"Deixou de ser" é tão forte...                           
Pois bem, agora serão!                                  
Para sempre foram, agora é memória,            
Amanhã acaso, planejamento, consequências.
Outros nove inúmeros membros.