terça-feira, 5 de novembro de 2013

Rosas que não eram rosas

Tela branca, rosas suaves e calmas;
Ela se sobrepôs a todo e qualquer elemento de tão forte e frágil.
As gotas da chuva abraçavam cada pétala e se juntavam a ela em uma sintonia incrível.
Linda flor, ingênua em seu jardim sentindo a brisa dos mares tão longes e nunca vistos;
Fornece amor ao dar seu néctar a todo e qualquer ser.
Triste flor que sofre com cada pétala levada também pelo vento que um dia já foi seu maior companheiro das valsas dançantes;
Uma a uma, e ela vai ficando só. O que já foi broto e feriu com seus espinhos se resume a uma lembrança da beleza e pureza que se foi, às pétalas que agora na terra são secas, o branco que agora é pó.
Tão linda se torna um nada que não chama a atenção de ninguém depois de um lindo ciclo sem direito a saudades no fim.
O perfume e suas cores isolaram por completo.
Resta apenas, talvez, a certeza que um dia soube levar o amor a alguém.

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