domingo, 18 de outubro de 2015

Estradas!

Neste vasto verde mundo,
Onde as plantas ganham outra cor,
Pelo sertão, verdes flor...

Acostuma o seco que abre caminhos ao mundo.
Sonho alto...

Onde algum disse que nada há,
As mais belas flores semeiam,
Resistem a sede.

Onde em alguns cantos águas ainda jorram perto do céu,
E que belo ato, que belo gesto...

Onde a poeira como bolha de neve,
Encorpam formas, nuances e caminhos...

Cá o pão vem da terra, da raiz,
Como um ato sincero, e 
Sem nada nas mãos.

Tudo se dá nestas estradas.
Os sons, as formas, as cores, os gostos, o respirar...
Talvez para lembrar que somos terra,
E que coisa alguma levamos daqui.
Só detalhes, os mais simples, do interior.

Como  a natureza, quero me despir!
Sem medo de cada camada de poeira que a mim chegar,
Sem medo das gotas que de tanto pingar me lapidam,
Sem medo dos dias em que gota alguma não pingar,
Sem medo dos caminhos que o sol desenhará em meu corpo.

Sem medo!
Com coragem para ser um detalhe colorido para semear entre estradas do sertão.

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