segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Viagem eternizada pelo artista.

Pode parecer besta, mas eu ás vezes gosto que me chamem assim... Como o rapaz de violão nas costas, all star, gravata vermelha, camisa de botão e calças curtas, dizendo  "Bom dia, olá!" através de uma canção ressoada por uma flauta simples e encantadora. Recitando poesias, receitando lições de vida em plena incoerência para os passageiros preocupados, cansados de um meio dia vão. 
E sem saber, havia uma menina com vontade de contracenar as poesias com ele. Aquele momento sublime respondido por olhares tímidos, calorosamente com vontade aplaudir um trabalho fantástico que revolucionava aquele dia para ela tristonho, sem sentido, um dia de viver por viver. Na sua mediocridade de ser, sonhar, ela clama pela arte de mudar o mundo, talvez assim como ele que acredita ter dado os primeiros passos, e porque não? De quão tão simples, qualquer gesto se não fosse ignorado poderia fazer uma loucura desejada e envergonhada funcionar. Muda-se o dia, as formas de lugar, as formas de pensar, transforma-se a vida, quem sabe um dia!?

Baseado em fatos reais: 08/09/11 - Às 12:45h.

Curiosidade

Eu sempre soube, mas nunca pensei no instante, naquilo que esta prestes a acontecer. Vivemos tantas mudanças e as vezes nem sabemos realmente quem somos. Mentimos para nós mesmos e sem fingir perceber, levamos a vida. Quando a curiosidade nos toca é que começamos a sentir o que realmente precisamos saber, sem medo de errar ou acertar adquirindo defesas criadas pela própria essência.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

" i "

Eu penso tanta coisa e agradeço;
Eu peço tanta coisa e repenso;
Eu trilho meus rumos sem conhecer;
Eu conheço algumas coisas por viver;
Eu tenho vontade;
Eu tenho desejo;
Eu tenho vontade de uma revolução desejada;
Eu quero um espaço, sem precisar usar camisa de aço;
Eu quero sorrir e não chorar;
Eu não quero o mundo, nem quero tudo;
Eu quero,
Eu espero,
Eu sonho
Eu quero me entender de vez em quando.
Eu, eu, eu
Cadê você?

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Esperança exaustiva

Em uma inospitalidade tamanha, caminha sobre vales, pés cansados das mesmas estradas e mãos ásperas na esperança de alcançar seus sonhos. Pequenos insetos distintos, algo que anda para lá e para cá sobre nossas cabeças, pairando no céu, retalhos de folhas secas espalhadas por um mosaico arenoso e uma brisa sem fim. Todo esse cenário faz a essência da caminhada em disfarce de pequenas lágrimas. E se parar e pensar, talvez não fosse o mais correto. Valsas preencheriam a performance ao abandono hostil. Se encanta quando qualquer canto correio venha ao luar. Persiste a insistência do amor a vida. Amor! Talvez por isso a esperança sempre possa ser reacesa.