segunda-feira, 9 de julho de 2012

Vago

Não tenho paciência sem démodé, com tanta coisa que não me convém falar, tenho paciência para pouca pureza pálida. Me importo com qualquer cisco, arisco a faísca que pode me fazer explodir ou voar, além, o que é novo me faz variar se tento um começo. Sei lá dessas vontades tortas e devaneios distantes que me silenciam, machucam as palavras, param o tempo por duvidar, entortam os meus sentidos, me faz pensar no humano que habita em meu território expulsório do estático. Sou louca, acho todo mundo louco e isso é pequeno.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Ponto. Reticências...

Devia ter, devia ser. Mais, menos, medidas de dever que por não saber o que é certo ou errado, só por sentir, a gente se esbarra em qualquer trilha, acaso é verdade.. "Mudamos... Aprendemos... Quem?"
Inconstantes desafios que nos rodeiam. (ponto) / ... (reticências) sei lá se existe fim, parada obrigatória ou rotas sem limites de horizonte.
Ah... Vem ver o sol!? Partir, andar, voar, rasgar o céu em chamas.
Vem descobrir o que dá.

domingo, 10 de junho de 2012

"Tristis"

Nem todo dia o arco-íris aparece para nós.
Nem todo dia as folhas amanhecem verdinhas.
Nem todo dia é igual.
É preciso reinventar, superar, articular.
Há dias que a tristeza sabe abraçar o nosso corpo inteiro, e tudo dói.
A esperança, as expectativas depositadas irritam suas emoções.
Inacreditável a surpresa da improvável perda, rejeição.
Qualquer vento incomoda, e qualquer lembrança arranha.
Mas ainda bem que chega o tédio do costume da lágrima seca, das coisas estáticas, de ser sem vontade.
Rezemos, pois este tédio precisa chegar.
A monotonia faz birra e logo mais se encarrega em dizer até breve.
Como recomeçar a colar os pedaços, a continuar escrevendo a história, a acompanhar a corrida do mundo?
Só não dá para ficar pra trás, esta sina é a dos segundos antes de congelar os momentos.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Humanos normais

As vulgas besteiras, atitudes fora do padrão são as mais geniais do mundo. Sorrisos estampados em pulos fora de hora, gritos desvairados, desejos mais excêntricos e eloquentes como um pomar no mar, olhares atraentes sem vulgaridade, motivos inventados para distribuir gargalhadas, nem que seja por um fio de cabelo com geometria singular. Ações benéficas e prazerosas talvez por isso vetada, pré conceituada.
Essas cartilhas efêmeras deveriam durar a eternidade como rotina. No entanto, esses enormes adesivos viraram comprimidos para desanimarmos quando a porcentagem de auto estuma regredir. Precisamos aparentemente viver no mundo de humanos normais, assim chamados e assim infelizes. 
Toda distração é rara como um instante mágico, e por isso volátil, a não ser que a criatividade e a atenção sejam sinais de alerta, e então, segundos de 24h podem fazer o corpo ser alma em ciclos saudáveis. Na verdade, vender, roubar o tempo, é não ser o que quer fazer e mais tarde máquina de um comodismo louco para admirar a arte de viver por saber que existem horas para haver tempo, inclusive para a estética do próprio intestino.