terça-feira, 8 de março de 2016

Semente; Mulher!

Ser!
Semente!
Mulher!

Guerreiras, filhas, mães, avós, bisavós, tias, irmãs, primas...
Sementes que são;
Que florescem, resistem ao tempo, persistem, sabem se reerguer e se despedir;
Que se ramificam, se encantam, e são abrigos.

Têm-se espinhos, por vezes leves, e sabem florescer, se doar.
E assim, singular, são.
Em cada estação, sementes...
Em cada estação, mulher.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Há coisas!

Há uma coisa que coisa;
E tantas outras coisas a desenhar;
E em instantes a fumaça que invade as telas dá inicio a um nova conexão com a casa ao lado.

Há coisas em poucos tempos;
Coisas que o olhar não consegue contar;
E depois de tempos se apresenta embaçado, e de tão perto sorri.

Após 144 coisas;
E pelas quintas, 25;
Há quase 6 meses atrás e há exatos 155 dias;
Da causa que coisa;
Em descoisar rumo a mais 30 coisas depois de "um dia de domingo".

Talvez para um “start” na largada de infinitas coisas...
De infinitas coisas que ainda estou aprendendo a ser, talvez ser, ar.

E volto a dizer, por isso, talvez: "Tanto tempo sem uma paixão palpável faz o coração pedir um tempo para reaprender a caminhar".
Mas agora quero ventos seguros nesta caminhada;
Quero ventos que me aqueçam em qualquer tempo e que eu também possa abraçar, sentir.

Mas ainda há muito caso a desvendar;
Pra descobrir a emoção da causa;
Do acaso que por acaso coisa;
Das três letras trocadas à dois;

Pois se arrumam coisas;
E coisa alguma se consegue arrumar;
Pois... Já é madrugada, e se não é, no meio do caminho já começa a esperar.

Entre as coisas, músicas, fotografias, figurinhas...
Entre tantas outras causas, encontros, mensagens, orações...

Uma música na madrugada, há quatro mãos, há pouco tempo, e há quilômetros de distância.
Um companheirismo camarada, tantas nuances,
Uma troca de dias, de poemas ditos e não pensados, de bom dias.

Um abraço pra sentir o coração, que vira poema, 
E concretizado, um turbilhão de emoções.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Te gosto

Te gosto tanto, tanto...
E por isso,
Não gosto tanto, tanto...
Dessa distância entre nós.

Te gosto tanto, tanto...
Mas “tanta” distância dói.
Te gosto tanto, tanto...
Mais tanto que ontem.

Não gosto tanto, tanto...
Desses intervalos distantes.
E por isso desgosto tanto
De admirar quanto tempo a areia tem para tocar os extremos da ampulheta.

Te gosto tanto, tanto...
Que te espero.
Te gosto tanto quanto o que é forte para se dizer.
Te gosto e espero que a espera não tarde a falhar.

domingo, 18 de outubro de 2015

Estradas!

Neste vasto verde mundo,
Onde as plantas ganham outra cor,
Pelo sertão, verdes flor...

Acostuma o seco que abre caminhos ao mundo.
Sonho alto...

Onde algum disse que nada há,
As mais belas flores semeiam,
Resistem a sede.

Onde em alguns cantos águas ainda jorram perto do céu,
E que belo ato, que belo gesto...

Onde a poeira como bolha de neve,
Encorpam formas, nuances e caminhos...

Cá o pão vem da terra, da raiz,
Como um ato sincero, e 
Sem nada nas mãos.

Tudo se dá nestas estradas.
Os sons, as formas, as cores, os gostos, o respirar...
Talvez para lembrar que somos terra,
E que coisa alguma levamos daqui.
Só detalhes, os mais simples, do interior.

Como  a natureza, quero me despir!
Sem medo de cada camada de poeira que a mim chegar,
Sem medo das gotas que de tanto pingar me lapidam,
Sem medo dos dias em que gota alguma não pingar,
Sem medo dos caminhos que o sol desenhará em meu corpo.

Sem medo!
Com coragem para ser um detalhe colorido para semear entre estradas do sertão.