Há algo que corroem os músculos
Rangem os dentes e me faz pirar
Há um ato revolucionário que grita abafado em mim
Por que aceitar sempre calado?
O rei do poder de frente faz temer o povo
O povo calado, indignado, sofrendo em silêncio, chorando seco
Injustiça frustrada
A formiga é a única que morde e faz arder
A formiga é a única que faz o volume que modifica
O incomodado ao invés de se mudar precisa reclamar, contestar
O que há no poder que faz o povo temer?
Não é nada errado gritar
Se fosse, não faria a menor importância queimar os direitos e deveres
Há um ato sufocado em mim,
Há um ato me sufocando
Meu corpo clama para uma revolução do devir
Deixaram morrer a certeza, a verdade
Fizeram valer os disfarces
Há um ato revolucionário que grita em mim
Imploro a inversão do poder
Colocar o rei no trabalho da massa
Fazer todos sofrerem iguais
Porque é o mesmo mundo
E os gigantes insistem em dividir
Porque o colorido da massa mata e a multicor do rico enriquece
Grita em mim um ato revolucionário
Onde tudo possa ser igual
Mas esta realidade talvez será só um sonho
Eu só posso mudar o meu mundo
Pois o ato revolucionário que grita em mim não grita em todos.
Cara.. eu adorei! Nada como um momento de raiva pra fazer as palavras ganharem sentido e forma no papel!!
ResponderExcluirbeijooos, amiga s2