domingo, 22 de agosto de 2010

Este passado

Todas as coisas pretendiam fazer sentido, se não hoje, amanhã, ou depois. Há coisas que martelam sua mete milhares de vezes como uma enxaqueca. Há coisas que você se pergunta milhares de vezes e não consegue encontrar uma verdade concreta. E se?
É tanta coisa, é tanta falha, é tanta vontade do arrisco passado. Há tanta vontade de colocar tudo como se quer, mesmo que para isso seja preciso quebrar as regras do tempo.
A gente anda pra lá e pra cá, a gente pensa: e se? Não, sim, talvez, a gente aposta, a gente vai e vem como ponteiros do relógio que traçam a mesma rota sempre, porém com um diferencial. A cada instante passado a bateria que alimenta o tempo cronometrado pelo relógio vai se esgotando e sua frequência já não é mais a mesma apesar de que a cada dia são vistos a mesma hora, os mesmos segundos, mas há uma resposta inexplicável como a questão do “se”.
Se naquele dia eu aquecesse minhas mãos com tuas palmas gélidas? Se não houvesse preocupações fúteis e fosse levada em conta a nossa dança? Se houvesse conversa? Se eu agisse sem pensar? E se?
São descobertas imaginárias porque todas as possibilidades não passam de fatos pensados cujo cada linha de pensamento obedece a uma abordagem diferente.
Passado é pretérito e ninguém pode mudar. Um segundo passado não é mais igual mesmo que você tente imitar, a sua própria assinatura é prova disto, são semelhantes, mas nunca tracejadas pelo mesmo contorno.
Talvez as maquinas sofisticadas consigam igualar. Mas não existe igualdade e sim semelhança. 2+2=4 cálculos serão sempre os mesmos, mas haverá ângulos, caminhos que o diferencie. Cada relógio exerce a mesma monotonia, mas haverá sempre uma diferença talvez a bateria esteja fraca atrasando os pontos ou talvez nós modifiquemos. O ontem se concretiza, o presente se faz e o futuro se idealiza, só há como mudar a partir do agora.

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